Bom amigos em primeiro lugar a quem me quiser conhecer deixem-me apresentar-me sou um ignorante no fado, mas adoro essa ignorância e por isso admiro muito o S. CARLOS, com quem o Alfredo Marceneiro muito aprendeu com ele, ainda, me lembra bem pois eu estava lá entre o público quando o S. CARLOS DE CARMO arrebatou a chamada medalha de ouro na rua da palma, isto aqui há poucos dias com o conhecido fado REMORSO que ele tão bem dedilhou á guitarra de qual muito se orgulhou, e parece ainda ter sido o criador do famoso fado versículo que data de 1927-ou 1928 mas reconfirmado por volta de 1967 pela S.P.A ate parece que foi hoje; eu estava lá, anda é tudo esquecido deve ser do queijo limiano, ou do colesterol ou do peixe frito que azeda a ideia.
Agora fez segunda versão com todo o direito que lhe é devido, mas como é bem claro que o seu divino cantar é dos anjos e não terrestre ora canta em versículo, ora em fado menor, em versículo, esse estatuto dá-lhe o dever de gozar e com mérito, soube o que é dos outros contrariamente seria inveja da tão flamejada carreira caso que acredito seriamente ser a verdade INVEJA, só inveja desse.
Fadista reconhecido a cantar pelo mundo, já percorreu do Algarve ate valência e é exemplo de ministros que querem aprender a história do fado, não do fado fatalista ou de desgraça, mas sim do fado com um princípio feliz, e um final maravilhoso como aquele final do homem que engoliu o olho, óra ja se vê ao fim de dias por onde via, ou ainda como aquele pugilista que comeu a orelha do outro adversario, pois queria ouvir melhor, e é bem claro que se ouve muito melhor com tres do que com duas ou como rouxinol caruncho, em que tudo tem um final feliz.
Em que o povo se ri, mas com vontade de chorar, ate concordo pois o fado deve ser assim caso contrário seria desvirtuar o dito; os meus parabéns ao S. Carlos que enfiou os dedos nos olhos dos espanhóis, para nosso bem CLARO e trouxe o Goya ganho não como intérprete, mas como AUTOR, autor de coisas que desconheço agora por motivos de esquecimento meu! Pena que ainda não tivessem registado a música em seu nome, é uma vergonha estes atrasos, mas não admira é Portugal, mas até era fácil é assinar Carlos por cima do Alfredo e pronto, nem se nota Carlos de Carmo, teve ainda uma mercearia no bairro baixo, onde se estreou o aprendiz Alfredo Marceneiro, dai o nome artístico Marceneiro como toda a gente sabe, que acho que é alcunha de alguém que vende massa, arroz, feijão, batata etc.
O qual foi o maior vendedor desses artigos ate agora, era a arte de saber até nisso, o HOMEM foi grande quer queiramos ou não, temos de dar a mão a palmatória. descontentes mas é assim.
Á quem diga o ultimo faia, bastava o Mestre Alfredo o tio alfredo ou melhor o Marceneiro do qual a história já escreveu, o Pais reconheceu o fado abraçou, e o tempo não quer esquecer agora batalhar para o por esquecido, é morrer no esquecimento; e a batata já não tem o gosto que tinha, nem o arroz, nem a massa e muito menos o feijão; agora o que se come, ate é crime estar a venda.
Como a tempos li numa estrada a alguém que vendia melancias e tinha um num papelão escrito: “Aqui não se vende rouba-se”, acho que não devia saber ler, nem escrever e pediu a alguém para escrever “aqui não se rouba vende-se” mas quem escreveu, abusou do facto da pobre, não saber ler…
Penso eu, penso eu…
João Santos